A Política Social do “Nadismo” x “Tudismo”

Atualmente, vivemos um momento muito especial da vida humana, onde poucas pessoas têm o comprometimento com a verdade. Estas verdades podem até ser baseadas no conhecimento empírico e/ou acadêmico, com a relevância de quem fez uma pequena (bem pequena) pesquisa, para ter um embasamento para falar sobre qualquer assunto. Estamos criando tribunais nas redes sociais; no meio digital, as pessoas se sentem no direito e, com o anonimato, todos podem falar sobre suas formas de pensar e fazer julgamentos. Isso é maravilhoso, porém, sobre esta democratização da opinião, já dizia Rousseau (citá-lo pode ser até um ato revolucionário neste momento): “As injúrias são as razões dos que não têm razão”. Estamos vivendo a polarização dos “Nadistas” x “Tudistas”, nas esferas do poder da internet; estes aprenderam, ao longo dos anos, com os mestres do “sortilégio”, que estão nas esferas governamentais de nossa nação, eleitas pelo povo, ou seja, por nós mesmos.


Os “Nadistas” da política estão surfando no distanciamento das suas reais atribuições, fazendo de conta que estão trabalhando para a sociedade, gerando conteúdo, informações desencontradas e contraditórias em sua essência, para, no dia posterior, serem desmentidas pela própria questão da sua impossibilidade de realização. São pessoas despreparadas para administrar qualquer coisa, mas com a expertise da retórica, exatamente no sentido muito criticado pelos “socráticos”, hoje sem a ágora grega (praça pública), mas com a tecnologia a serviço da desinformação. Como se o mundo acabasse no dia seguinte, são travestidos de um olhar de soberba, como se fossem algo, como aqueles no passado que eram chamados de “Doutô” ou “Coroné”, com o imperativo do suposto saber, vivendo em uma ilha do faz de conta. Desconhecem as premissas básicas para gestar a máquina pública, mas não são amadores, pois geram conteúdo incessantemente, atulhando redes sociais e dificultando o entendimento de todos. Geram mídia, mas, no final, eles são os “Nadistas”: não fizeram nada palpável, geram movimento com uma força tão pífia, que não geraria a energia de uma pilha pequena. Além de tudo, usam os holofotes para esbravejar as milhares de “nadices” que fizeram, todas inconstitucionais, sem nexo, prontas para ficarem arquivadas no depósito dos “Nadismos” executáveis... 


Já os “Tudistas”, desta política, estes são especiais, falam que fazem e tudo querem, mas que, infelizmente, os outros que não os deixam fazer. Ficam aparados no parapeito das janelas, como se estivessem nas vilas coloniais, observando a paisagem, o movimento das cercanias. Tudo o que os projetos, que os outros fizeram não tem sentido para eles, fazem críticas pelas críticas, usam a mídia para descaracterizar todas as ações propostas por outros, até mesmo as que deram certo. Com esta mesquinha sabedoria, sem dar crédito a nada e a ninguém, aceitam continuar projetos de sucesso, alterando, assim, seu nome, logo e programação visual, fazendo inauguração como se tivessem iniciado uma nova ação. São demagogos; no geral, sempre estiveram no poder e continuam exercendo o prestígio que alguém, que no passado lhe concedeu, ostentando os louros do sucesso dos outros; e este outros estavam lá na foto, para mostrar para a sociedade de memória curta o quanto eles são bons de serviço. Neste comparativo, vemos que os dois, ou melhor, três: “Nadistas”, “Tudistas” e “Juízes da Internet” se completam. Estes últimos, aparentemente, fazem algum curso nas empresas de redes sociais e estão gabaritados para julgar qualquer comportamento alheio que vá contra a opinião deste ser. Gostaria de ver como o grande filósofo, Michel Foucault, colocaria na atualidade, se estivesse vivo, em sua maravilhosa obra “Vigiar e Punir”, um capítulo especial sobre o juízo público do mundo digital, sem um real julgamento. 


Neste momento transverso, as duas pontas, o “Nadismo” e o “Tudismo”, se encontram, e criam, por inferência, o “Zerismo” de suas reais ações. O “Nadismo” e o “Tudismo” viraram referência para a grande arquibancada digital, com milhares de pessoas, que, inconscientemente, não entendem que o voto é a maior forma de manifestação e voz de suas próprias vontades. 


Vão lá gritar nas urnas, o maior tribunal que a sociedade pode criar para a política! 
Vá lá dar seu veredito; nas urnas, você é o delegado, promotor e juiz supremo de seu voto! 


Seus dedos têm o poder de decretar o futuro, com mais “Realizacionismo”, se esta for a sua vontade. 

Gregor Osipoff
Gestor Público
Secretário de Formação
Partido Verde do Município de São Paulo

 

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