População da cidade de São Paulo x Desempregados no Brasil: os números são iguais a 12.000.000 de pessoas 

Hoje, a cidade de São Paulo tem a mesma quantidade de pessoas que a soma de todos desempregados no Brasil, em comparação numérica, quando pensamos nesta imensidão circulando pelas ruas, comércios e outros... é o mesmo volume de seres humanos, com desesperanças, circulando por todos os lados destes 8.547.403 km2 do território brasileiro (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE).


Este processo degenerativo vem crescendo ao longo dos anos, um desentendimento entre a administração pública e a política de geração de empregos. O Estado e seus governos, sim, tem a responsabilidade de “esquentar” a economia, com pacotes sociais, empresariais, compras públicas, e mexer nos juros para o consumidor de baixa renda. As taxas de juros, de acordo com o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), estão na menor cotação de sua história, o que deveria ser a referência para toda a política monetária nacional. 


Entretanto, temos o outro lado da moeda, a população que precisa de recursos e investimentos imediatos, recorrendo aos bancos públicos e privados. Para este público, a taxa está na casa dos 305,90% ao ano (Febran – Federação Brasileira de Bancos – 12/19), inviabilizando, assim, qualquer modificação no cenário atual do desemprego ou abertura de novos postos de trabalho. No entanto, contamos com a criatividade do povo, ou seja, como alternativa para o trabalhador, ele cria subatividades para levar alguma renda mínima para suas casas.


A visão deste comparativo mostra o empobrecimento real da população, a desconstrução de fontes geradoras de empregos, o sucateamento do parque industrial do brasileiro e uma péssima distribuição de renda. Avaliando os dados recentes do IBGE, podemos observar a faixa de 25 a 39 anos, os anos de ouro e mais produtivos, uma abrangência do total de 33,9% destas pessoas desempregadas. Não ficando muito longe, a faixa de 18 a 24 anos, com 31,9% na mesma situação.


Isto não é uma crítica política aos sistemas, mas sim, aos números, não nos deixando com outras alternativas. As pessoas sem emprego dependem mais do Estado, das suas estruturas, da saúde, de escola pública, fomento, bolsas, vales e tudo mais. Não podemos esquecer o aumento da sonegação e a diminuição das compras, influenciando todo o mercado. Empresas vendem menos, contratam menos e pagam menos impostos.


Durante muitos anos, a política governamental era feita para favorecer as grandes indústrias, com pacotes fiscais e crédito baixo para estimular contratações e estabilidade de empregos. Todavia, temos uma máxima na economia, de “não precisarmos tanto construir indústrias, o quanto precisamos ter de consumidores”. 


Andamos um pouco na contramão da história novamente, há um outro paradoxo brasileiro: quando vendemos muito, o valor dos preços aumenta e se não vendemos, aumenta também.


Precisamos construir um novo paradigma do “Emprego”. Ele deve ser focado na esperança de futuro, na construção do presente, com condições de emprego e renda, em que o Estado possa dar as condições mínimas para o desenvolvimento pessoal e social destas famílias. Precisamos parar de falar na terceira pessoa. Estas famílias somos nós... Dependemos da regulação estatal para atividades de crescimento e, também, de infraestrutura. Precisamos de mais emprego e esperança em uma economia sólida, e não na expectativa da vinda de investidores estrangeiros, mas no trabalho de todos. Assim, que os donos do mercado, do escritório contábil, da pequena indústria acreditem que uma nova contratação ou uma nova força de trabalho, poderá ser a força motriz para a dignidade humana, contribuindo para uma distribuição de renda mais justa. Onde este ser humano não será mais um número, mas terá as condições mínimas de ser reinserido na sociedade como uma pessoa produtiva, aumentando sua autoestima e tirando-o dessa lamentável estatística do desemprego. 

Gregor Osipoff
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