COP25: O mundo exige agilidade nas negociações para controlar a “Emergência Climática”

O vereador Gilberto Natalini (PV-SP) representa oficialmente a Câmara Municipal de São Paulo, na COP25- Conferência Internacional sobre Mudança Climática, que acontece em Madri, de 2 a 13 de dezembro. O parlamentar participou de diversas mesas como a sobre desmatamento, cidades e mudanças climáticas e a mesa da RAPS.

Essa Conferência é de cobrança, de preocupação. As principais preocupações da COP25 são:

– O conjunto de países que estão participando, aproximadamente 200, precisam ser mais ambiciosos nas metas do Acordo de Paris.

– Efetivamente gastar os 100 bilhões de dólares do Fundo do Clima, em particular para os países em desenvolvimento e que não está sendo utilizado da forma correta.

– Regulação mais rápida na utilização do crédito de carbono como modo de compensar a diferença entre um país e outro, na diminuição das emissões dos gases de efeito estufa.

– Preocupação ou indicação de que os poderes locais, ou seja, as cidades, as Prefeituras, as Câmaras Municipais, os munícipes do mundo inteiro, precisam focar a sua atuação, serem mais ágeis e produzir as modificações necessárias para reduzir os gases de efeito estufa.

“Precisamos que essa COP saia fortalecida e que as metas do Acordo de Paris tenham mais velocidade, porque as “Mudanças Climáticas” já é assunto do passado, agora vivemos a “Emergência Climática”.

Precisamos de rapidez, esperamos que o Brasil possa sair dessa letargia em que se encontra e o governo brasileiro assuma responsabilidades frente ao mundo, para que possamos barrar e recuperar o tempo perdido e que consigamos ter um Planeta melhor, com mais qualidade de vida e um clima mais equilibrado”, disse Natalini.

Uma das questões que ainda está para ser resolvida nesses últimos dias é a do mercado de carbono. E a pressão sobre os diplomatas aumenta. Patrícia Espinosa, diretora de Mudanças Climáticas da ONU, mandou uma mensagem clara àqueles que vão decidir algo tão importante para a humanidade como a possível reversão na produção de combustíveis fósseis.

“O fracasso em estabelecer um novo mercado global de carbono enviaria uma mensagem negativa que pode minar nossos esforços climáticos gerais. Minha mensagem para você é esta: precisamos de suas decisões. Nós precisamos da sua liderança. Estamos sem tempo”, disse a executiva para o site Climate Home News.

Se nada for mudado, se as empresas de petróleo continuarem a extrair petróleo “as usual”, obedecendo apenas e unicamente as leis do mercado, os cientistas já mostraram que não vai dar para segurar o aquecimento em 1,5ºC, como o Acordo de Paris prevê. Logo, é preciso que haja comprometimento verdadeiro, por parte de todos. Segundo informações, os grandes produtores, infelizmente, estão fazendo o esperado: minando todas as possibilidades de restrições.

Sobre a participação do Brasil

Países grandes, médios e pequenos montaram stand na COP25 para divulgar suas políticas nacionais para deter o aquecimento global. O Brasil está praticamente ausente, com uma delegação dispersa. Temos um pequeno escritório, pouco efetivo. O governo brasileiro não montou stand, como boa parte dos países. O espaço Brasil é bem pequeno e montado pela sociedade civil. É o ponto de encontro do grupo de brasileiros. Segundo o vereador Natalini, sempre tivemos protagonismo nas COPs, pelo nosso tamanho, natureza, história e tradição no combate às mudanças climáticas, mas esse ano infelizmente a realidade é outra.

“A esperança do povo brasileiro é grande e o Brasil tem o seu papel na questão ambiental, na questão da sustentabilidade e na questão da mudança do clima no planeta. Exigimos maior agilidade nas negociações e maior ação prática em controlar a emergência climática”, completou Natalini.

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