Inclusão educacional para os surdos

A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é oficial no Brasil desde 2002. Uma língua visual-espacial, que funciona com a gestualização física das palavras e também do alfabeto. A comunicação é feita através de uma construção gramatical um pouco diferente daquela que os ouvintes (pessoas que nasceram surdas) estudam na escola; é necessário combinar as frases e entender as articulações das combinações corretas. Muitos pensam que a língua de Libras é uma mímica inventada aleatoriamente, mas não é assim, ela é simbólica combinatória. 


Como todas as línguas, tem um caráter sociocultural, o que dá dinamismo para sua evolução natural, entendendo que variações regionais e sociais, como gírias e até “sotaques”, também são inerentes.


A Lei 10.436/2002 oficializa a Língua Brasileira de Sinais como língua oficial para pessoas surdas:
“Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais – Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil”.


A Prefeitura de São Paulo tem uma rede de atendimento educacional para alunos surdos. Segundo eles, são 1277 alunos surdos, em seis EMEBS – Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos –, unidades-polo e incluídos em classes comuns. 


Através dos seus professores, a Prefeitura oferece à comunidade, de forma gratuita, formação em Libras para interessados, parentes e amigos de surdos, criando, assim, uma forma de inclusão aos surdos, que vivem muitas vezes marginalizados pela própria família. Há dificuldades para se comunicar, expressar sentimentos, ou mesmo “trocar uma ideia”, se abrir para o mundo. Por isso, esta inclusão é necessária, pois o grande aprendizado começa em casa, com os pais ou cuidadores e, quanto maior for o distanciamento da comunicação, maior será a dificuldade, muitas vezes com alfabetização tardia, atrapalhando o desenvolvimento social e educacional do indivíduo.


É importante lembrar que ser surdo não impede o indivíduo de ter todas as questões cognitivas, podendo viver em perfeita harmonia e exercer todo seu talento. 


No entanto, é preciso participar da formação básica, que todos nós passamos, para ter uma homogeneidade nos conhecimentos e, assim, desenvolver um cidadão pleno e integrante do meio social. 


A língua de sinais, em substituição à língua oral, é dividida em 5 processos físicos: configuração de mão (CM), movimento (M), orientação (O), ponto de articulação (PA) e expressão facial (EF). Toda a comunicação usa pelo menos três destes elementos.


A inclusão é uma realidade e, mesmo que muitos queiram negar, devemos nos unir para uma sociedade cada vez mais inclusiva.

Gregor Osipoff
Gestor Público
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