"Os Verdes e as Eleições 2020"

O movimento dos Verdes é planetário e alcança hoje mais de uma centena de países. Não se trata apenas de mais uma alternativa ideológica mas sim de mais um dos sinais da transição já em curso no nosso modelo de "desenvolvimento", na nossa sociedade e economia.


As pessoas, com tendências à esquerda ou à direita no espectro político-ideológico já estão convivendo com os impactos e os riscos das mudanças climáticas, com eventos climáticos extremos, enormes prejuízos às atividades econômicas e perdas de vidas humanas. Inicia-se o período de "emergência  climática", o "tempo das consequências".


Ao mesmo tempo, as pessoas seguem se concentrando em grandes cidades: 86% da população brasileira já vive nas cidades e se pretendemos atingir um desenvolvimento sócio-econômico e ambiental  sustentável teremos que obrigatoriamente transforma'-las.

 

As cidades e os governos regionais serão nossas principais trincheiras da esperança de que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, os 17 ODSs, se traduzam em ações práticas para se alcançar as metas da Agenda 2030, na próxima década.


Talvez o Brasil por seus enormes ativos ambientais seja o país mais propício e com enormes vantagens competitivas para realizar essa transição para a economia de baixa intensidade de carbono, gerando empregos e oportunidades, e assim contribuir e liderar os esforços de adaptação e mitigação já tão necessários. No entanto, nos encontramos aprisionados por esta polarização entre forças políticas de viés populista, à esquerda e à direita, que insistem em debater o passado, como se possível e desejável fosse retroceder na história. A crise política, econômica e ambiental atual decorre do fracasso  de nosso sistema político, da insuficiência das nossas instituições, que haverão de ser reformadas e fortalecidas por nós para que possamos retomar a direção rumo a uma democracia sólida. A população ao ser confrontada com o apodrecimento das instituições politicas não resistiu à tentação de uma saída extremada e populista à direita, e neste delicado momento em que o AI 5 volta às manchetes, é preciso antes de qualquer coisa defender a democracia como valor.


Neste contexto e tendo como inspiração o crescimento dos Verdes nas eleições recentes para o parlamento europeu, um contraponto a onda de crescimento de forças à direita que o antecedeu os Verdes brasileiros têm importante papel a desempenhar nesse momento e em 2020: ofertar à sociedade brasileira projetos consistentes com vistas à transformação e traduzidos em candidaturas próprias às prefeituras das principais cidades brasileiras, tendo como principais diretrizes para modificar o presente e o futuro de nossas cidades: Democracia e participação social; Transparência; Gestão Pública eficiente, humanizada e profissionalizada; Tecnologia à serviço da cidadania plena (na palma da mão com nossos celulares); Gestão com o foco nas principais demandas sociais, na qualidade de vida das pessoas, no respeito às diferenças e na cultura da paz, tendo a sustentabilidade como eixo integrador que balize as decisões de políticas públicas em todas as áreas, com ética e seriedade no trato da coisa pública e por fim uma Gestão baseada em indicadores e metas a partir do referencial dos ODSs e da Agenda 2030, na perspectiva da territorialização dos indicadores de modo a refinar o conhecimento dos gestores e da sociedade sobre as realidades sócio-econômicas e ambientais de cada região e bairros de nossas cidades.


Senhores pré-candidatos Verdes a prefeitos e prefeitas em 2020: mãos à obra! Se disponham a liderar as mudanças em suas comunidades, saiam da zona de conforto, pois não ocorrerão transformações mágicas  instantâneas enquanto permanecemos apenas nas redes sociais ou confortavelmente em nossos sofás.

Rogério Menezes, Dirigente Nacional do PV e Pré-candidato à Prefeito de Campinas.

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