São Paulo é mais violenta contra mulheres, negros  e população LGBTQI

A Rede Nossa São Paulo divulgou o Mapa da Desigualdade 2019, infelizmente os dados revelam uma cidade violenta contra mulheres, negros e população LGBTQI.


Segundo os dados da pesquisa, os indicadores específicos de violência, como por exemplo, contra pessoas LGBTQI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, travestis e transgêneros, Queer, Intersexuais), mostra que o bairro líder é a República, na região central, com 18 casos de ocorrências de violência homofóbica e transfóbica registrados. Logo depois, vem a Penha (11), Zona Leste, e Cidade Ademar (10), Zona Sul.


Os indicadores também revelam uma cidade extremamente violenta contra as mulheres. Para termos uma ideia, somente em 2017, registramos 54.386, em 2018 o número subiu para 82.233, o que apresenta um aumento de 51%. A maioria dos casos foram registrados na Sé, no Centro de São Paulo, local que abriga a primeira unidade da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que até o ano passado era a única que funcionava 24 horas.


Quanto a violência racial, a maior proporção de ocorrências de racismo e injúria racial foi registrada na Sé (13), na região central, seguido pela Barra funda (7,62) e, por fim, o Jardim Paulista (6,96). Entretanto, os distritos que possuem maior população que se identifica como preta ou parda não são esses, mas, sim, o Jardim Ângela com 60,11%, Grajaú com 56,81% e Parelheiros com 56,61%, os três Zona Sul, e na Sé, o percentual é de 38,35%.


A única Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância ) do estado fica no Centro de São Paulo.

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