#VamosComeçarPeloBásico

Nós, brasileiros, estamos enfrentando a pandemia do novo coronavírus com uma grande vantagem, por um lado, e uma enorme desvantagem, por outro. Se é verdade que vimos a pandemia iniciar seus efeitos devastadores em outros países e, portanto, estamos podendo aprender com suas experiências, seus métodos e estratégias para minimizá-los por aqui, é fato que boa parte desses países, como China, Itália, Espanha ou Estados Unidos, não precisam lidar com uma carência letal: a falta de saneamento básico!

A hora aguda em que vivemos exige uma união completa de esforços para, em primeiríssimo lugar, salvar vidas e, logo após, mitigar os efeitos econômicos e sociais que virão. Com idas e vindas, alguns desentendimentos, o Brasil está tomando as ações corretivas e paliativas para a minimização dos danos. Medidas econômicas têm sido anunciadas, uma renda emergencial foi aprovada e sancionada e, além disso, grande parte do país está em quarentena, o que é fundamental. 

Toda essa mobilização é essencial e prioritária. Porém, precisamos aproveitar o momento de reflexão para vislumbrar o futuro próximo do nosso país e estabelecer planos de ação. O momento atual deixa evidente o destino comum de todos os brasileiros, e exatamente por isso permite a união e a solidariedade para exigirmos do governo a aprovação de pautas fundamentais para o Brasil se reconstruir. É agora, mais do que nunca, que podemos e devemos plantar as sementes do Brasil de amanhã. 

Precisamos de uma sociedade engajada em ajudar e em cobrar dos governos o desenvolvimento dos alicerces do país! Nenhuma estrutura sólida se constrói sem boas fundações. Sem o básico, o fundamental, não construiremos nada duradouro, não inspiraremos confiança, não atrairemos bons investimentos… Viveremos brigando pelas migalhas de um país em frangalhos. 

Nós não aceitamos isso e, como sociedade civil, vamos assumir um compromisso com o BRASIL.

É necessário prover a dignidade de todos os cidadãos brasileiros e, para isso, temos que começar pelo mais básico entre as necessidades básicas: SANEAMENTO. 

Até quando vamos manter o Aedes Aegypt como nosso animal de estimação? A dengue como nosso carma? A mortalidade e os impactos na saúde causados por problemas banais, consequência exclusiva da falta de saneamento? 

Precisamos do engajamento de todos para a construção da solução viável: aquela que resolve efetivamente o problema, sendo realista e respeitando os passos necessários. 

Para além do luto e das dores que a falta de saneamento causa no país, estão os enormes impactos negativos no desenvolvimento do país.

Precisamos ter consciência disso. Nesse momento peculiar, temos a oportunidade para resolver esse nosso problema essencial e universalizar o saneamento básico, ajudando o Brasil a se reconstruir, a retomar, a crescer, desta vez com sustentabilidade. 

Sabemos que para cada R$ 1,00 investido em saneamento, R$ 4,00 são economizados na saúde. Diante da pandemia, o orçamento público ficará desbalanceado, ou seja, tiraremos dinheiro de outras áreas essenciais para financiar a saúde. O caminho mais curto para corrigir tal problema é economizar, diminuir despesas para que o orçamento posso se reequilibrar. O caminho é pelo saneamento. 

Além disso, o investimento no saneamento gera empregos diretamente nas classes que mais vêm sofrendo com o desemprego. Podemos fazer da solução para o saneamento uma grande solução para estimular a economia. Podemos fazer do saneamento o nosso Plano Marshall!

Como se não bastasse, as ações no saneamento permitirão diminuir perdas de água, economia direta do bolso do cidadão e dos municípios e, principalmente, permitirá aumentar nossas reservas de água em períodos de estiagem. Sem contar com a gestão dos resíduos sólidos, outro componente do saneamento, que permite que as cidades gerem economia no orçamento e viabilizem receitas acessórias, além de mitigar os impactos ambientais.

Para viabilizarmos a universalização e gerarmos todas as benesses citadas acima, vamos precisar de recursos, muitos recursos. Mas o nosso maior problema é também a nossa solução: o único setor com recurso preparado para massivos investimentos em nossa infraestrutura é o do saneamento.

Para tanto, precisamos estar unidos e engajados! Não podemos permitir que nos tornemos cidadãos desinteressados porque não conseguimos perceber nenhum comprometimento da ação pública para com a sociedade. Este é o cerne da questão! Precisamos exigir do governo que construa a licença social, que valorize o eleitor, o cidadão, o compromisso com a sociedade. 

Vamos exigir o próximo possível, o básico, o saneamento básico. 

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